sexta-feira, 30 de setembro de 2016

FICHAMENTO SOBRE OS CAPÍTULOS 1 E 5 DO LIVRO - CULTURA LIVRE

LAWRENCE LESSIG






Lawrence Lessig também conhecido como Larry Lessig (Rapid City, 3 de Junho de 1961) é um escritor norte-americano,professor na faculdade de direito de Harvard e um dos fundadores do Creative Commons[1] e um dos maiores defensores daInternet livre, do direito à distribuição de bens culturais, à produção de trabalhos derivados (criminalizadas pelas leis atuais), e dofair use.
Lawrence Lessig defende que a cultura seria mais rica se as leis que regulam os direitos autorais fossem mais flexíveis. Em seu livro Cultura Livre, mostra, por exemplo, como um lobby americano conseguiu junto ao Congresso daquele país aumentar o prazo pelo qual uma obra permanece "protegida", de modo a não permitir que inúmeros produtos imateriais (filmes, músicas, livros etc.) sejam usados para produzir novas obras. O autor menciona, entretanto, que a Disney, uma das participantes do lobby, teve a mesma conduta que tenta coibir aos demais, ao produzir histórias infantis como "Branca de Neve" e "Cinderela".
De acordo com sua proposta, Lessig disponibiliza alguns de seus livros para cópia e reprodução em seu site.

Ainda sobre o autor em um vídeo:





CAPÍTULO 1: CRIADORES


O autor inicia com o relato de como Walt Disney colocou a voz sincronizada no desenho de Mickey Mouse, em 1928. Esse tipo de formatação audiovisual (colocar som nos filmes que antes só existiam os mudos) tinha sido implementado pela primeira vez um ano antes no filme “The Jazz Singer”. A partir do sucesso que foi o filme do cantor de jazz, Walt Disney passou a adotar, ou copiar essa mesma técnica nos seus filmes animados. Ninguém sabia se aquilo poderia dar certo, era necessário a tentativa. No fim, apesar do modelo ser completamente novo, as críticas foram favoráveis e o público gostou do que viu.
Aquilo revolucionou a forma como se vê filme. Tanto é que uma das pessoas mais próximas de Walt Disney, Ub Iwerks, fez a seguinte declaração: “Eu nunca fiquei tão estarrecido na minha vida. Nada se igualou aquilo.”
Walt Disney conseguiu criar de algo completamente novo, baseado em algo relativamente novo.
Steambost Willie, filme que Mickey Mouse apareceu pra gente, é referência direta filme “Steambost Bill, Jr. Na indústria das animações época era comum esse tipo de semelhança, mas a chave para o sucesso residia na capacidade de fazer coisas novas a partir das similaridades.
Disney fazia uma recontagem das histórias clássicas com o seu modo de produzir filmes. Em relação aos filmes das histórias dos Irmãos Grimm, que somente país moralistas e com valores patriarcais, contavam para as crianças como forma de advertência, porque para as pessoas da época essas histórias eram cruéis, mas Walt Disney conseguiu contá-las de maneira mais leve.
Vale ressaltar a criatividade de Walt Disney. Ele conseguiu recontar as histórias com uma mistura de cultura da sua época e torná-las mais atrativa.
Na época o copyright durava por 30 anos. E seus autores detinham o direito exclusivo do ”produto”. Se outras pessoas quisessem utilizar o trabalho dos autores, era necessário uma autorização do dono do copyright.
Ao final do período do copyright, uma obra passa para o domínio público. Ou seja, não era mais necessário autorização para se utilizar daquela obra.
Dessa forma Walt Disney conseguia usar obras já existentes e colocar a sua “cara” nelas. Dentro do período de 30 anos, essas obras eram todas do século XIX.
De 1790 até 1978 a média do período do copyright nunca foi maior que 32 anos.
Após essa discussão, Lessig traz à tona a discussão sobre os quadrinhos japoneses, os mangás, que também entra no caráter sobre os direitos de cópia quando os doujinshi são mencionados.

Os quadrinhos japoneses é uma das principais apreciações daquele povo oriental. Eles realmente são fanáticos por quadrinhos. Lessig traz um dado que mostra que cerca de 40% de todas as publicações no Japão são de quadrinhos, e 30% da renda com publicações vem dos mangás. Isso se deve pela particularidade da cultura nipônica que trata desse tema de maneira mais abrangente. Lá a sociedade “respira” os quadrinhos.
O autor faz ainda um comentário sobre como os norte-americanos não compreendem em sua plenitude a cultura oriental. Porque na sociedade japonesa até nos metrôs existem propagandas que falam e divulgam animes e mangás. Ainda nesse ponto, de diferenças de cultura, no Japão existem os mais variados temas de mangás. Desde o infantil ao adulto e das aventuras em mundos fantasiosos à burocracia de escritórios de contabilidade, por exemplo.
Nesse tom é introduzido os DOUJINSHIS. Também são quadrinhos, mas como uma espécie de remodelagem dos personagens ou obras já existentes. Mas não é apenas dar à personagens já criados uma cópia ou sósia dessas caricaturas, mas sim atribuir à estes componentes novos e dinâmicos. Doujinshis não são apenas cópias, mas uma contribuição para a obra, feitas por outros autores que gostam do trabalho do criador.


CAPÍTULO 5 - "PIRATARIA"


O capítulo se inicia com números da perda que a indústria fonográfica tem todos os anos devido à cópia e venda ilegal e indiscriminada de produtos com direitos autorais.
Essa perda é estimada em aproximadamente 4,6 bilhões de dólares por ano com a "pirataria física".
Em seguida o autor faz uma ressalva quanto aos 100 anos da República Norte-Americana, que nunca honrou os direitos autorais estrangeiros. Ele denomina os EUA de "uma nação pirata".
Lessig estabelece um debate sobre os direitos de cópia, ou propriedade intelectual. E também confere argumentos que existe sim uma "pirataria" que pode ajudar o dono dos direitos autorais. Lessig cita o exemplo da Microsoft, que na China por exemplo, ela (Microsoft) pode perder dinheiro com cada cópia do sistema operacional que é pirateada, mas em contra-partida essa mesma pirataria faz com que a China se torne dependente dos produtos da Microsoft.
O autor faz uma crítica sobre a forma de pirataria que ele considera errada. A pirataria que é feita de maneira comercial é simplesmente se apropriar dos direitos de cópia que o autor do produto possui e negá-lo o direito que ele tem quanto à ela.
Mas como ele mesmo fala ao longo dos capítulos anteriores do seu livro, (Cultura Livre) existe uma pirataria que não é errada. Ou seja, existe uma "pirataria" que pode ser produtiva e útil tanto para o autor quanto para o consumidor. E é nesse tom que ele vai se debruçar em falar sobre a forma de compartilhamento do "Peer to Peer". O P2P precisa ser compreendido antes mesmo de ser criticado.

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