FICHAMENTO - A CAUDA LONGA - CHRIS ANDERSON
Chris Anderson (1961) é um físico e escritor dos Estados Unidos que lançou o livro "A Cauda Longa" (Campus/Elsevier), em 2006. É o editor-chefe da revista americana Wired, já tendo trabalhado nas revistas Science, Nature e The Economist. Atualmente, vive com sua mulher e quatro filhos em Berkeley, California.
Em seu livro, ele analisa a questão da abundância de produtos e da criação de nichos de consumo, tendo um peso significativo comparado com o antigo modelo de uma grande atenção focada apenas na venda de produtos muito populares. Seu próximo livro a ser lançado se chamará "Free" (grátis) e será distribuído gratuitamente. Entretanto, este livro tem gerado controvérsia pois contem muitas passagens que tem sido caracterizadas como plágio.
Chris Anderson em sua avaliação do mercado e da nova economia emergente
O autor começa o texto com uma pequena história sobre como se deu a venda dos livros “Tocando o céu” e “No ar rarefeito”. Os livros falam de acidentes em montanhas, mas Tocando o céu apesar de receber boas críticas foi esquecido nas prateleiras, enquanto No ar rarefeito teve boas vendas. Após um bom tempo de vendas do segundo livro e um aparente desinteresse do público pelo primeiro, por não vender como o seu semelhante, as lojas começaram a vender os títulos como sugestões, já que possuíam a mesma temática. Como No ar rarefeito era mais vendido, inevitavelmente a propaganda sobre o título era muito mais explorada, o que acabava minando as chances que Tocando o céu tinha de ter uma venda mais expressiva.
Mas é aí que está a diferença. Houve compradores que acabaram comprando os dois livros pela sugestão da loja e estes mesmos compradores escreveram boas resenhas sobre o livro que antes estava esquecido nas prateleiras e ninguém queria comprar, apesar de que segundo as resenhas o livro era até melhor que No ar rarefeito que fez mais sucesso. Essa foi a grande diferença, a divulgação boca a boca online. As pessoas fizeram resenhas comparando os dois livros e enviaram para a Amazon.com
Quando se fala dos comportamentos dos leitores, houve grandes mudanças ao longo do tempo. Uma delas foi a mudança de tendência dos Hits. Antes os Hits eram quem dominavam o mercado, mas agora cada vez mais a indústria do entretenimento se volta para o mercado dos Ninchos, se especializando mais e mais em conquistar os consumidores em seus gostos particulares.
Dentro do mercado existem as dificuldades para se chegar em determinados consumidores. Uma delas é poder encontrar os públicos locais. Vários produtos não conseguem romper as barreiras geográficas e acabam no ostracismo em relação àquilo que o produto tinha de potencial em larga escala. Falta em muitos dos casos, visibilidade para os produtos. Além disso também existe a preocupação dos produtos venderem pelo menos o necessário para pagar o espaço que eles tomam nas prateleiras. Isso em referência às lojas físicas.
As regras dos varejistas de músicas é a seguinte: o que se espera que venda uma quantidade mínima de cópias fica em estoque, o restante que não vende e apenas toma espaço fica de fora.
Existe muita coisa boa na cauda longa, mas muita coisa ruim também. Na sua forma ela consegue identificar os Hits de maneira mais “visível”, mas o que fazer com os produtos que estão na outra extremidade da cauda e que se tornam mais difícil a percepção? É nesse ponto que as novas tecnologias ajudam bastante no processo, graças a democratização que ocorreu ao longo dos anos com o advento da internet, por exemplo. Ainda se referindo aos produtos musicais, os consumidores podem se preservar dos lixos que alguns álbuns musicais têm pelo fato de que com a democratização das novas tecnologias esse processo de “conhecimento” dos produtos e interação entre os consumidores, permite que se tenha um ganho de tempo ao separar o que bom e o que é ruim, na visão dos consumidores e disponibilizar em rede para outros terem acesso. Nisso eles podem confirmar a qualidade do produto ou mesmo ignorá-los. Essas recomendações estão nos próprios sites de venda online.
Agora o mercado que antes pertencia apenas à uma parcela de empresas, com seus blockbusters e não tinha ameaça quanto a sua hegemonia, hoje com a democratização das ferramentas de produção e novas tecnologias podem dar aos pequenos produtores de pequenos ninchos a oportunidade de também realizar seus trabalhos e disponibilizar em âmbito público para um número cada vez maior de pessoas.
Segundo Chris Anderson, criador da abordagem da Cauda Longa, o importante é disponibilizar tudo e ajudar o consumidor a encontrar o seu produto.
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