sexta-feira, 28 de outubro de 2016

FICHAMENTO - Software Livre

O posicionamento dos veículos de divulgação tecnológica.

Artigo de: Jefferson Sérgio Paradello


Ao falar sobre a tecnologia e a mudança que o mundo passou com a invenção desse meio de comunicação, o autor do artigo fala um pouco sobre um dos maiores conglomerados do meio, a Microsoft.
O Windows, sistema operacional da empresa de Bill Gates está presente em mais de 89,6% dos computadores ao redor do mundo. Por conta disso não é difícil de se imaginar que quaisquer que sejam os trabalhos acerca da internet e de meios tecnológicos provenientes dela tenham realmente um espaço considerável de discussão dento dos debates que envolvem o tema.
Não é à toa que as empresas de tecnologia e os seus produtos sejam sempre pautas nos maiores campos de discussões ao redor do globo, porque tudo o que lhe diz respeito acaba também afetando à um grande percentual de interessados que utilizam os recursos da internet todos os dias.
O autor lembra dos concorrentes da Microsoft. Apple com o seu Mac OS X e o Linux que se diferencia dos outros dois por ser um Software Livre, produzido coletivamente por pessoas ao redor do mundo. Seu sistema nunca é fechado, possibilitando que mudanças em sua arquitetura de programação ocorra a todo tempo e de maneira ilimitada, uma vez que o processo de criação não se detém a um único indivíduo ou propriedade intelectual, mas o software é editado em conjunto e aperfeiçoado coletivamente.
E também há algo no Linux que o diferencia, ele é gratuito.
Além dos fatores citados sobre o Linux, outra característica também chama atenção. O aspecto do segurança ao usuário que o software apresenta. Por ser um sistema aberto e de produção coletiva, seria razoável pensar que o sistema poderia oferecer riscos aos seus usuários no tocante à sua segurança e experiência privativa do produto, mas os resultados apresentados se mostram bastante favoráveis a esse respeito, mas favoráveis até comparados às grandes potências Microsoft e Apple, que possuem sistemas fechados.
O autor ressalta ainda que é importante saber diferenciar Software Livre e Software gratuito. O software livre é todo aquele que se permite alterar e melhorar um conteúdo de maneira coletiva. Podendo desta forma ajudar diversas pessoas com um material de qualidade e com uma segurança mais confiável ao usuário. E ainda quando fala sobre isso no texto o autor menciona que o Linux além de ser Livre também é gratuito. Além do sistema permitir ao programador melhorar o seu conteúdo, ele também pode ser adquirido de maneira gratuita, possibilitando uma melhor aproximação das pessoas em relação à internet, ou seja, Inclusão.
Diferentemente do Linux, o Windows não é gratuito e apesar do sistema operacional da Microsoft ser o mais utilizado no mundo, a maioria deles é adquirido de maneira clandestina, ou seja, grande parte dos produtos Windows são piratas. Isso por conta dos preços altos impostos pela empresa, que se tivessem uma motivação um pouco menos gananciosa poderia ter uma relação de custo-benefício melhor que o esperado. Mas ainda assim alguns intendentes da empresa acreditam que a comercialização clandestina dos produtos possa ter mais bônus que ônus, uma vez que o produto se torna mais conhecido e divulgado, ocasionando numa dependência dos produtos da Microsoft ao longo do tempo.
Consta no texto que ainda existem muitos preconceitos acerca dos softwares livre. Muitos acham que eles são difíceis de lidar e onerosos na aprendizagem. Outro ponto importante é que os softwares livres dispõe de um número menor de programas compatíveis em relação aos seus concorrentes no que diz respeito aos programas populares de edição de fotos e vídeos, por exemplo. Isso sem dúvida alguma dificulta a inserção desse tipo de produto nos computadores pessoais ou mesmo das grandes empresas, apesar de que tem aumentado o número de computadores com o Sistema Linux em grandes empresas.
No início do Linux, data de 1991, o seu conteúdo era voltado para pessoas que tinham curiosidade de conhecer mais sobre programação e a partir disso poder participar de um tipo de ajuda-mútua com outros programadores e assim estabelecer um novo modelo de se fazer coletivo. Mas ainda assim o Linux ainda não conseguiu se popularizar da maneira idealizada, já que o Windows ainda consegue ser um pouco mais intuitivo e de interface gráfica mais agradável e customizável. Apesar de que o Linux possui distribuições em seu sistema de configurações que vão dos usuários domésticos até os usuários corporativos.

domingo, 16 de outubro de 2016

Fichamento Nicholas Carr - The Shallows





Nicholas G. Carr (nascido em 1959) é um americano escritor que publicou livros e artigos sobre tecnologia, negócios e cultura. Seu livro Os Shallows: O que a Internet está fazendo com nossos cérebros foi um dos finalistas para o 2011 do Prêmio Pulitzer . Em Geral Não-ficção.
Nicholas Carr originalmente veio a proeminência com o 2003 da Harvard Business Review artigo "IT Does not Matter" e do livro 2004 Does IT Matter? Tecnologia da informação e do Corrosion of Competitive Advantage ( Harvard Business School Press ). Nestas obras amplamente discutidos, ele argumentou que a importância estratégica da tecnologia da informação nos negócios diminuiu de TI se tornou mais comum, padronizado e mais barato. Suas idéias roiled indústria de tecnologia da informação,  estimulando protestos acalorados de executivos da Microsoft , Intel , Hewlett-Packard e outras empresas de tecnologia de ponta, embora as ideias obteve respostas mistas de outros comentaristas. Em de 2005, Carr publicou o polêmico artigo "The End of Computing empresarial" no MIT Sloan Management Review , no qual argumentava que no futuro as empresas vão comprar a tecnologia da informação como um serviço de utilidade de fornecedores externos.

Nicholas Carr em O que a internet está fazendo com as nossas mentes



Uma das características mais visíveis no texto do Nicholas Carr é a menção que ele faz ao autor Mcluhan. Em muitas das assertivas do texto, Nicholas Carr cita uma das frases mais “desgastadas” no campo de estudo das mídias de massa, “o meio é a mensagem”. E é com base nesse argumento que o artigo mantém um ponto de vista claro, ressaltando que a tecnologia tem sim uma forte influência no modo de viver das pessoas.
Para os entusiastas as novas formas de tecnologias são formas de democratizar a informação e de se produzir novos conteúdos. Já para os céticos essa nova forma de comungar conhecimento pode ocasionar um “emburrecimento” da mídia. Segundo eles a abundância pode ser perigosa.
Nicholas também cita a internet como uma ferramenta mais recente que estimulou de maneira bem satisfatória esse debate que existe sobre a forma de utilização da própria ferramenta. Explicando de uma maneira melhor, a internet fortaleceu e abriu os horizontes do diálogo entre as pessoas. Nem sempre o diálogo é feito de maneira sadia, mas a ferramenta está aí disponível. Então nesse aspecto a polarização Entusiastas x Céticos se encontra em bastante evidência.
Segundo o autor, as pessoas esqueceram do que Macluhan falou: o conteúdo das mídias importa menos que ela própria, na sua capacidade de influenciar e produzir novos tipos de conteúdos e repercussões.
É interessante a assertiva: “O foco no conteúdo de uma mídia específica pode nos cegar para esses profundos efeitos. Nos deslumbramos tanto com a programação, ou nos incomodamos tanto com ela, que deixamos de perceber o que está acontecendo dentro de nossas cabeças”.
Macluhan rejeitava completamente a ideia de que as novas tecnologias, ou o produto em si, não tinha a capacidade de influenciar o indivíduo. Enquanto alguns acreditavam que o problema não estava com os produtos, imputando a tese que os verdadeiros culpados eram as pessoas que não sabiam utilizar as novas tecnologias.
O texto também entra numa questão super importante quando Nicholas Carr entra no mérito da nossa dificuldade de concentração em atividades do dia a dia. Nesse aspecto Carr fala mais especificamente da dificuldade de concentração na leitura, que muitas vezes se torna uma luta constante.
Quando o autor fala sobre as dificuldades de concentração que temos, é quase imediato a perspectiva que essa dificuldade também acomete sobre nós e naturalmente nos identificamos com tal comportamento que o autor reconhece existir em si.
Para Macluhan as mídias não são apenas canais de informação. Elas fornecem o material de pensamento, mas também moldam o processo de pensamento.
Parece que com o fluxo contínuo de informações que a internet conseguiu oferecer, falando aqui especificamente do Google, a nossa mente parece que também seguiu por esse caminho. As informações vem e vão da nossa mente, mas de uma forma bem superficial.
O autor dá exemplos de 3 pessoas com uma boa instrução acadêmica, mas que também sofrem por não conseguirem mais ler tantas coisas e absorver o conteúdo delas. Como dizem “apenas passam o olho por cima”.

Fonte de apoio:

quarta-feira, 12 de outubro de 2016


FICHAMENTO - A CAUDA LONGA - CHRIS ANDERSON






Chris Anderson (1961) é um físico e escritor dos Estados Unidos que lançou o livro "A Cauda Longa" (Campus/Elsevier), em 2006. É o editor-chefe da revista americana Wired, já tendo trabalhado nas revistas Science, Nature e The Economist. Atualmente, vive com sua mulher e quatro filhos em Berkeley, California.
Em seu livro, ele analisa a questão da abundância de produtos e da criação de nichos de consumo, tendo um peso significativo comparado com o antigo modelo de uma grande atenção focada apenas na venda de produtos muito populares. Seu próximo livro a ser lançado se chamará "Free" (grátis) e será distribuído gratuitamente. Entretanto, este livro tem gerado controvérsia pois contem muitas passagens que tem sido caracterizadas como plágio.
Chris Anderson em sua avaliação do mercado e da nova economia emergente



O autor começa o texto com uma pequena história sobre como se deu a venda dos livros “Tocando o céu” e “No ar rarefeito”. Os livros falam de acidentes em montanhas, mas Tocando o céu apesar de receber boas críticas foi esquecido nas prateleiras, enquanto No ar rarefeito teve boas vendas. Após um bom tempo de vendas do segundo livro e um aparente desinteresse do público pelo primeiro, por não vender como o seu semelhante, as lojas começaram a vender os títulos como sugestões, já que possuíam a mesma temática. Como No ar rarefeito era mais vendido, inevitavelmente a propaganda sobre o título era muito mais explorada, o que acabava minando as chances que Tocando o céu tinha de ter uma venda mais expressiva.
Mas é aí que está a diferença. Houve compradores que acabaram comprando os dois livros pela sugestão da loja e estes mesmos compradores escreveram boas resenhas sobre o livro que antes estava esquecido nas prateleiras e ninguém queria comprar, apesar de que segundo as resenhas o livro era até melhor que No ar rarefeito que fez mais sucesso. Essa foi a grande diferença, a divulgação boca a boca online. As pessoas fizeram resenhas comparando os dois livros e enviaram para a Amazon.com
Quando se fala dos comportamentos dos leitores, houve grandes mudanças ao longo do tempo. Uma delas foi a mudança de tendência dos Hits. Antes os Hits eram quem dominavam o mercado, mas agora cada vez mais a indústria do entretenimento se volta para o mercado dos Ninchos, se especializando mais e mais em conquistar os consumidores em seus gostos particulares.
Dentro do mercado existem as dificuldades para se chegar em determinados consumidores. Uma delas é poder encontrar os públicos locais. Vários produtos não conseguem romper as barreiras geográficas e acabam no ostracismo em relação àquilo que o produto tinha de potencial em larga escala. Falta em muitos dos casos, visibilidade para os produtos. Além disso também existe a preocupação dos produtos venderem pelo menos o necessário para pagar o espaço que eles tomam nas prateleiras. Isso em referência às lojas físicas.
As regras dos varejistas de músicas é a seguinte: o que se espera que venda uma quantidade mínima de cópias fica em estoque, o restante que não vende e apenas toma espaço fica de fora.
Existe muita coisa boa na cauda longa, mas muita coisa ruim também. Na sua forma ela consegue identificar os Hits de maneira mais “visível”, mas o que fazer com os produtos que estão na outra extremidade da cauda e que se tornam mais difícil a percepção? É nesse ponto que as novas tecnologias ajudam bastante no processo, graças a democratização que ocorreu ao longo dos anos com o advento da internet, por exemplo. Ainda se referindo aos produtos musicais, os consumidores podem se preservar dos lixos que alguns álbuns musicais têm pelo fato de que com a democratização das novas tecnologias esse processo de “conhecimento” dos produtos e interação entre os consumidores, permite que se tenha um ganho de tempo ao separar o que bom e o que é ruim, na visão dos consumidores e disponibilizar em rede para outros terem acesso. Nisso eles podem confirmar a qualidade do produto ou mesmo ignorá-los. Essas recomendações estão nos próprios sites de venda online.
Agora o mercado que antes pertencia apenas à uma parcela de empresas, com seus blockbusters e não tinha ameaça quanto a sua hegemonia, hoje com a democratização das ferramentas de produção e novas tecnologias podem dar aos pequenos produtores de pequenos ninchos a oportunidade de também realizar seus trabalhos e disponibilizar em âmbito público para um número cada vez maior de pessoas.

Segundo Chris Anderson, criador da abordagem da Cauda Longa, o importante é disponibilizar tudo e ajudar o consumidor a encontrar o seu produto.

Fonte de apoio